Implantação do Botão do Pânico em Guarapuava está em fase de
alinhamento
Município será o primeiro do Paraná a receber botões que
auxiliarão mulheres em situação de violência.
Órgãos de Guarapuava engajados na proteção de mulheres em
situação de violência estão realizando reuniões de alinhamento para execução da
lei do Botão do Pânico, de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri. Os
resultados obtidos com mulheres do município, que será o primeiro do Paraná a
receber os aparelhos, servirão de modelo para implantação de mais botões no
restante do Estado.
Nesta sexta feira (05), foi realizada a segunda reunião de
alinhamento para implantação dos botões, que contou com a presença da deputada
Cristina, da delegada da mulher, Amanda Ribeiro, da juíza Carmen Mondin, da
secretária de políticas públicas para as mulheres, Priscila Schran, da
assessora jurídica da Secretaria da Mulher, Kelen Klein Bruger, da tenente
Beatriz Manfroi e do tenente-coronel Erich Osternack.
No encontro, foram apresentadas pesquisas com municípios de
outros estados que possuem um sistema de segurança semelhante ao que será
executado no Paraná.
“Estamos em contato com municípios do Espírito Santo e de
Minas Gerais, que estão realizando um bom trabalho com um sistema de segurança
semelhante ao que queremos instalar”, explicou Cristina.
No encontro, também foram discutidas questões relacionadas
ao funcionamento dos aparelhos, além de pontos que envolvem o monitoramento da
vítima e do agressor, logística de atendimento da PM e suporte às mulheres que
eventualmente acionarem os botões.
ATENDIMENTOS
A princípio, as mulheres que acionarem os botões terão o
primeiro atendimento realizado pela Polícia Militar. Porém, com a possibilidade
de instalação de uma Guarda-municipal em Guarapuava, isso pode mudar.
Recentemente, em Brasília, o prefeito Cesar Silvestri sinalizou o interesse na
criação da repartição, que, caso efetivada, poderia realizar os primeiros
atendimentos após o acionamento dos botões.
Para o tenente-coronel Erich, do 16º BPM, os atendimentos
através da Guarda-municipal solucionariam possíveis problemas relacionados ao
efetivo da PM.
“Para realizarmos um bom trabalho hoje no atendimento destes
casos, precisaríamos de, pelo menos, mais dois policiais. Com a Guarda, isso
não seria necessário e uma sobrecarga de trabalho seria evitada, garantindo um
atendimento rápido às vítimas que acionarem os aparelhos”.
Em junho, os envolvidos no processo de implantação se
reunirão novamente para debater mais assuntos relacionados a instalação dos
aparelhos. A expectativa é que a execução aconteça ainda este ano através da
Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP),
que após realizar testes em Guarapuava, instalará gradativamente mais aparelhos
no restante do Estado.
Fonte: Assessoria



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