Nesta semana votamos na Câmara dos Deputados projeto de lei que versa sobre processos de adoção. Adotar é antes de tudo um ato de amor, até porque as dificuldades como burocracia, discriminação, preconceito enfrentadas por quem quer adotar, e crianças, adolescentes que aguardam a adoção, exigem persistência, esperança, e sobretudo amor.
Dados do Cadastro Nacional de Adoção revelam que há 44 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos, sendo 5.464 em condições para adoção. Em contrapartida, 30 mil famílias aguardam na lista de espera. Urge a necessidade de aperfeiçoar o instituto da adoção no ordenamento jurídico.
Importante compartilhar alguns pontos do texto:
Apadrinhamento afetivo;
Diminuição do tempo de prolação da sentença de adoção de seis para três meses;
Prioridade no cadastro às pessoas interessadas em adotar irmãos, crianças/adolescentes com deficiência;
Garantia de direitos trabalhistas ao pai ou mãe adotante, incluindo estabilidade provisória, o direito de amamentação.
Tais pontos são percebidos como conquistas significativas na garantia de celeridade e segurança nos processos de adoção.
O projeto aprovado na Câmara dos Deputados segue para o Senado e anseio que seja deliberado o quanto antes. Para cada criança e adolescente que aguardam pela adoção, um dia a mais num abrigo tem significado que o sonho de um novo lar fica mais distante de realizar.
Que o Congresso seja a ponte necessária para constituição de novos lares, conferindo real sentido à vida de milhares de brasileiros.
Pollyana Gama é Deputada Federal pelo PPS-SP
Fonte:Assessoria



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