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23 de maio de 2017

Mãe recebe pena maior que a Lava-Jato por roubar ovos de Páscoa

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Vivemos tempos difíceis, mas necessários, tempos que evidenciam o abismo estatal entre o zelo pelo bem público e o interesse particular, da mesma forma observamos a enorme valeta que ainda separa as classes sociais brasileiras.

Recentemente o Brasil observou o poder do status e do dinheiro em ação, enquanto a esposa de Sérgio Cabral com alegações pífias como ''estar longe dos filhos'' convencia os maiores colegiados e conquistava a ''liberdade'', mulheres em situação semelhante não tiveram o mesmo benefício.

Há um protecionismo exacerbado das classes abastadas em relação as menos favorecidas, plantaram na mente do grande público que isso é uma arbitrariedade da Polícia, não é,  a Polícia seja Militar, Civil, Federal realiza o seu papel coercitivo entregando o custodiado(a) à justiça, é neste momento que observamos essas decisões obscuras, esses fenômenos anti-sociais causados por magistrados togados, enquanto madames endinheiradas recebem tratamento diferenciado sob as alegações mais absurdas, que só são conferida as mesmas, outras  desconhecem tal benefício e continuem em cárcere por motivos que beiram o absurdo.

Há notícia de hoje evidencia mais uma valeta entre as classes, a disparidade na condenação de crimes irrisórios, sem nenhum ou quase nenhum poder lesivo é tamanha que não temos outra alternativa a não ser questionar a capacidade dos magistrados togados nessas situações.

Enquanto observamos os maiores bandidos deste país cumprindo pena em suas mansões luxuosas, ou proibidos de passear no shopping, frequentar o clube, a praia ou seu mordomado, observamos que as instâncias superiores perderam o feeling da justiça, qualidade essa que deveria balizar todo o sentido do Direito aplicado.

Pasmem, uma mãe condenada por roubar ovos de Páscoa e um quilo de peito de frango, em 2015. responsável por três crianças menores de 12 anos, vive hoje com o filho mais novo, de 20 dias, em uma cela superlotada da ala materna da Penitenciária Feminina de Pirajuí.

Ela teve sua sentença mantida em segunda instância e voltou ao cárcere em novembro de 2016, grávida. A detenta deu à luz no último 28 de abril e vive com o filho em uma cela, cuja capacidade é de 12 pessoas, ao lado de outras 18 lactantes.

A pena determinada, de três anos, dois meses e três dias de regime fechado, supera as sentenças impostas a pelo menos sete condenados na Operação Lava-Jato.

É um absurdo o que acontece no Brasil os maiores bandidos desse país, os de colarinhos Branco, recebem o afago amigo da lei através de magistrados generosos com sentenças que se igualam a prêmios, vide o caso em evidência nesse momento, enquanto bandidos confessos da JBS conseguiram o melhor acordo da história no STF, que lhes permitiu desfrutarem em liberdade de suas fortunas construídas com dinheiro sujo e sequer serão processados, observamos na outra ponta casos como o dessa mãe que ainda esta presa por roubar chocolate de páscoa e um kg de peito de frango.

Afinal que justiça é essa que concede ''prêmio'' para os ricos mantendo suas benesses e mordomias?








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