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13 de junho de 2017

Poder x Ética - O Xadrez Brasileiro

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Em meio a crise, os peões são sacrificados para salvar o Rei, princípio básico para os enxadrista, constantemente aplicado na política atual.

Um embate feroz entre o Poder e a Ética, dois campos da civilização estudados à séculos, ainda sem uma fórmula mágica na aplicabilidade, tal qual uma jogada perfeita precedida da lógica que sequer precisa observar o tabuleiro, bastando apenas mover suas peças de acordo com a ordem numérica ou de acordo com o movimento do adversário.

De fato vivenciamos o ápice de ambos os extremos, e principalmente da falta deles, alguns ''jogadores'' apostam tudo no vale tudo, inclusive sacrificar a própria rainha para salvar o Rei, mesmo ela já falecida.

Não há espaço para romantismo, não há espaço para fantasias, não há espaço para a metafisica, no jogo de xadrez, o maior aliado de ambos os lados reside no sangue frio e na coragem para tomar as decisões e avançar ou recuar suas peças, não cabe amadorismo, aliás esses são eliminados rapidamente, entram confiantes que vão aplicar o xeque rapidamente em 4 movimentos, porém, amadores que são, mal sabem que  serão eliminados em 2, nesse jogo o pastor é brincadeira de criança, os profissionais buscam o mate do louco.

A ética esta na linha de frente, tal qual os peões estão para o xadrez, por mais que estejam em maioria, e são os primeiros a entrar em ação seja para avançar ou para defender uma posição, os peões nesse jogo, só tem uma função, proteger as peças principais no tabuleiro, vale sacrificar todos os peões para proteger a nobreza, tal qual observamos a ética sendo esmagada para defender os interesses dos ''nobres''.

Vale sacrificar seus companheiros de poder, os cavalos são os primeiros, ainda que os bispos tenham a liberdade de ir e vir, eles são posicionados de forma a assegurar um boa análise do campo de batalha como interlocutores entre defesa e ataque, mas são as torres que definem a vitória ou anunciam a derrota, mesmo que sacrifícios sejam necessários, quando se perde o poder de ''torrear'', a queda do rei está próxima.

Infelizmente nesse jogo, quando o Rei esta prestes a cair, é sinal que a ética já foi ultrapassada faz tempo, não há mais interlocutores, os cavalos nem se fala, foram os primeiros a cair, sem uma rainha para protege-lo apenas as torres já não suportam a ferocidade da batalha e, por mais que brinquem de gato e rato em xeque perpétuo, não há mais possibilidade de vitória e quando o abandono esta fora de cogitação, cabe ao rei solitário buscar uma saída pelo afogamento,  mesmo que os amadores ''achem'' que é obrigatório, o xeque mate não precisa ser anunciado, cabe ao solitário, perceber que seu fim chegou e nesse cenário, seu único aliado é o tempo e a fuga já que o empate é impossível.

De fato no xadrez os peões vão na frente para serem sacrificados e vale tudo para manter o rei.


Flavio Ferreira - Lentilha

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